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O
desbravamento do território do atual município de Caconde
verificou-se em meados do século XVII, quando o capitão
Pedro Franco Quaresma e outros, atraídos pela descoberta de
catas auríferas, afluíram para o local.
Documento antigos comprovam que nestas paragens estiveram,
no ano de l765, pessoas à procura de ouro. Com a notícia
de descoberta do ouro o povoado desenvolveu-se às margens
do ribeirão Bom Sucesso, sendo elevado à categoria de
freguesia. O lugar denomina-se Nossa Senhora da Conceição
das cabeceiras do Rio Pardo, conhecido como Caconde. O
distrito foi criado em 1.775.
Terminado o ciclo do ouro, o homem foi se fixando à terra e
iniciou-se o ciclo agropastoril. Por volta de 1.810, os
mineiros para ai se dirigiram e se apossaram de grande parte
das terras onde existia a antiga freguesia. Houve
requerimentos de sesmarias e também desentendimentos entre
os ocupantes, mas o repovoamento determinou o reerguimento
da velha freguesia que se concretizou com a doação do
respectivo patrimônio, por Miguel da Silva Teixeira e sua
mulher Maria Antônia dos Santos, feita em 28 de dezembro de
1.822.
A lei Provincial nº 6, de 05 de abril de 1.864, criou a
vila e o município foi instalado à 21 de janeiro de 1.865,
sendo incorporados os seguintes municípios : Sapecado,
Mococa, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama,
Tapiratiba e Barrânia; em 24 de março de 1.874
constituiu-se a Comarca de Caconde, pela Lei nº 10,
sancionada pelo Presidente da Província de São Paulo, o
Dr. João Teodoro Xavier. Em 09 de março de 1.883, elevação
à Cidade, pela Leio nº 10, sancionada pelo Presidente da
Província de São Paulo, o conselheiro Francisco de
Carvalho Soares Brandão, e finalmente, Caconde passa à
condição de Estância Climática pela Lei nº 9.275 de 05
de abril de 1.966.
MEMORIAL
JUSTIFICATIVO E EXPLICATIVO DO BRASÃO DE ARMAS DE CACONDE
Escudo
português (ou redondo) já consagrado pela nossa heráldica
de Domínio, a lembrar a raça descobridora e formadora:
- De bleau, isto é, azul cor do céu, apta a receber os símbolos
que se seguirão: montes e crescente de lua que contra o céu
se vêm:
- Montes de ouro e prata, referentes a acidente geológico
local, aquela região empolada de montanhas (apud Umbelino
Fernandes), e à extração de ouro preponderante na história
de Caconde; diz-se heraldicamente na ponta para significar o
terço inferior do campo de um escudo, isto é, a terra onde
jaz o ouro;
- Nascente em pala é dizer, surgindo de entre os montes e
posta em posição vertical no escudo;
- Um almócafre, símbolo central destas armas, instrumento
típico da era bandeirante, pela primeira vez empregado em
armorial, e, pois, empregado no faiscamento do ouro;
característica histórica de Caconde que ainda guarda, como
relíquias, as suas famosas faisqueiras;
- Ao natural, quer dizer, representado em sua cor normal;
- Crescente de lua de prata: emblema religioso de Nossa
Senhora da Conceição, padroeira da Cidade;
- No chefe: quer dizer, no terço superior do escudo, posto
de honra reservado à mais alta dignidade homenageada;
- Coroa mural de ouro: já estabelecida em nosso Armorial
para as cidades importantes;
- Ramos de café: economia maior do município;
- Justificativa de sua cor: apresentado em seu estado
natural.
- Divisa AEQUE AURUM AURA, traduzindo: "tal
como o ouro à altura " (ou renome, fama, glória,
etc.).
- De ouro de filão de sinople: letras de ouro sobre fita
verde: evocação das cores nacionais.
Conheça
o Hino da Nossa Estância Climática
HINO
COMPOSTO EM 1965,
OFICIALIZADO
EM 1987 - LEI N° 1483
CACONDE
LETRA
- Paulo Cerqueira Luz
MÚSICA
- Maria Ruth Luz
Caconde,
cidade morena
De
vida serena
Que
alegra e apraz
Cativa
a quem te visita
A
paisagem bonita
Ó estância da paz
Avistas
a Faisqueira
Que
é a fronteira
De
Minas Gerais
Teu
Clima saudável
Teu
povo amável
Não
se esquece jamais
(
Coro )
És
a terra dos passarinhos
Dos
canários amarelinhos
Do
café que tem sabor
Dos
carros cantadores
Dos
vasos de belas flores
Aos
pés do Cristo Redentor
Graminha
que é hoje barragem
Dá
nova roupagem
À
vista sem par
Os
vales tão verdes de outrora
Imersos
agora
Parecem
um mar
Palmeiras
altas, formosas
Ao
lado das rosas
quais
jóias em flor
Na
fonte sonora
Que
a noite decora
De
luz e de cor.
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